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Domingos Maria Frutuoso, Manuel Rosa Frutuoso, O.P., (Santarém, Santa Iria da Ribeira de Santarém, 13 de Fevereiro de 1867 — 6 de Julho de 1949) foi um bispo católico português.

Frequentou o Seminário de Santarém, tendo entre 1888 e 1893 sido ali professor e prefeito, ensinando latim e geografia. Em 15 de Junho de 1889 foi ordenado sacerdote, sendo nomeado pároco de Santa Maria de Óbidos, mantendo-se professor no Seminário. A 15 de Outubro de 1893 entrou na Ordem dos Pregadores, no Convento de Maria Madalena em Saint Maxim-Var (França) assumindo o nome religioso de Domingos Maria.

Estudou Teologia no Instituto Católico de Toulouse e em 1897 regressou a Portugal. Tornou-se pregador itinerante, tendo sido confessor no Colégio do Bom Sucesso. Foi preceptor religioso dos filhos do Rei D.Carlos e da Rainha D. Amélia, o Princípe D. Luís Filipe e D. Manuel.

Fugido de Portugal, em virtude da perseguição religiosa iniciada com a instauração do regime republicano em 1910, regressou apenas em 1913. Em 27 de Dezembro de 1920 foi sagrado bispo de Portalegre.

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1 comentário

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De Joao a 02.07.2021 às 23:14

Desde 1834 a Igreja Católica foi expulsa de Portugal e como é que aparece um bispo ?

http://www.conventocristo.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=195&identificador=ct124_pt

Em 1834, com a revolução liberal, as ordens religiosas masculinas foram extintas. Porém Dª. Maria II mantém a Milícia de Cristo enquanto Ordem honorífica da qual a própria soberana é o Mestre. Muitos dos bens das Ordens extintas foram vendidos em hasta pública pelo governo liberal; outros foram mantidos como monumentos históricos.

Em 1835 foram vendidos a Cerca conventual, o recinto da vila antiga, no castelo, e parte dos edifícios do claustro dos Corvos, no ângulo sul poente do convento. Todos estes bens foram adquiridos por um influente político liberal, António Costa Cabral, a quem mais tarde a raínha conferiu o título nobiliário de Conde de Tomar.


https://agencia.ecclesia.pt/portal/extincao-das-ordens-religiosas/

Antecedentes de 1834 A extinção das ordens religiosas em 1834 tiveram antecedentes no século anterior. Com o alvará de 3 de Setembro, o Marquês de Pombal expulsara os jesuítas e incorporara os bens na Fazenda Nacional. Expulsão confirmada por alvará de 1 de abril de 1815. Autorizados a regressar ao país no reinado de D. Miguel e instalados em Coimbra, em 1832, no Colégio das Artes, foram novamente expulsos (decreto de 24 de Maio de 1834) logo que se completou a vitória liberal em todo o país. Se excluirmos a Companhia de Jesus, até à data referida, nenhuma Ordem fora suprimida ou nenhum religioso foi forçado a abandonar o hábito até ao ano de 1834. Apesar das primeiras cortes constituintes, com decreto de 18 de Outubro de 1822, terem proibido a admissão de noviços e reduzindo as casas conventuais. Essas determinações foram suspensas depois da contra-revolução de 1823 mas não “saiu do espírito dos liberais a ideia de executarem uma reforma a seu modo” (In: História Eclesiástica de Portugal – Pe. Miguel de Oliveira). 30 de Maio de 1834 Os ataques ao poderio e à influência clerical, em particular das ordens regulares, vinham de longe mas foi em 1834, dias depois da Convenção de Évora Monte, que a decisão foi tomada. O ministro da justiça, Joaquim António de Aguiar, redigia o decreto que lhe valeu o nome de «matafrades». Nítido reflexo das ideias então correntes, o relatório dirigido a D. Pedro, começa com estas palavras: «Senhor: Está hoje extinto o prejuízo que durou séculos, de que a existência das Ordens Regulares é indispensável à Religião Católica e útil ao Estado, e a opinião dominante é que a Religião nada lucra com elas, e que a sua conservação não é compatível com a civilização e luzes do século, e com a organização política que convém aos povos». Na parte dispositiva, o decreto (cuja verdadeira data é 30 de Maio de 1834, embora aparecesse datado de 28) determinava a imediata extinção de todas as casas religiosas (art.1) e a incorporação dos seus bens na Fazenda Nacional (art.2), à excepção dos vasos sagrados e paramentos que seriam entregues aos ordinários das dioceses (art.3). Segundo o livro citado anteriormente, “muitos religiosos saíram cobertos com mantas e descalços; os próprios doentes e paralíticos tiveram que abandonar o leito das enfermarias”. O artigo 3 do decreto afirmava que seria concedida uma pensão anual aos religiosos que não obtivessem benefício ou emprego público” mas a promessa das pensões “não passou de irrisão”. Alguns anos mais tarde, Alexandre Herculano ergueu a voz a favor destes “desgraçados” e implorava “pão para metade dos nossos sábios, dos nossos homens virtuosos, dos nossos sacerdotes que morriam de fome e frio”. Onde está o património? Com a extinção das Ordens Religiosas em 1834, afluiu à Biblioteca grande parte do espólio das livrarias conventuais. Esse afluxo e a mudança das instalações do Terreiro do Paço para o edifício do Convento de S. Francisco marcaram a história da Instituição, que demorou longas décadas a assimilar tal crescimento imprevisível. Tais factos ficaram claramente descritos pelo Bibliotecário-Mor J. Feliciano de Castilho no volumoso Relatório (1844) sobre a situação e perspectivas da BN.

João

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